terça-feira, 5 de julho de 2011

IJC participa de caminhada para combate à violência sexual contra crianças e adolescentes

Ontem, 18 de maio, o Fórum Cearense de Enfrentamento à Violência Sexual Contra a Criança e o Adolescente promoveu uma caminhada unido a diversas entidades que também lutam por essa bandeira. Cerca de 2 mil pessoas se fizeram presentes com a marcha que teve início na Praça do Ferreira e seguiu até o Parque da Liberdade, popularmente conhecido como Parque das Crianças.
A data é marco da morte de uma garota de apenas 8 anos que foi brutalmente assassinada por um grupo de rapazes após sofrer violência sexual. O ocorrido que chocou o Brasil ficou conhecido como Caso Aracelli e aconteceu em 1973, em Vitória, no Espírito Santo. Até hoje os agressores não foram responsabilizados “por se tratarem de pessoas influentes na cidade”, afirmou Hanoy Barroso, educadora do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC) e representante do Fórum.

Sobre o número de casos que continuam impunes, apesar de o índice de denúncias ser alto, Janaína Viana, secretária executiva do Fórum, acredita que a burocracia da lei e das delegacias exige provas concretas da violência, que muitas vezes é silenciada pela família da vítima. “A própria lei burocratiza algumas ações, a delegacia coloca que o pai faça a denúncia, mas muitas vezes o pai ou as pessoas muito próximas à família da vítima são os agressores da criança”, disse.

Segundo Marina Aires, assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA, Ce), no Rio Grande do Sul, já está sendo aplicado um novo tipo de depoimento para as crianças e adolescentes vítimas de violência e abuso sexual. A criança não precisa ficar diante do juiz e do agressor respondendo a questionamentos possivelmente constrangedores sobre o abuso sofrido. O depoimento é considerado sem danos por acontecer numa sala onde ficam presentes psicólogos ou assistentes sociais qualificados para colher o depoimento que é transmitido por videoconferência para o júri. “O objetivo disso é garantir a redução de danos secundários para não revitimizar a criança”, afirmou. No Ceará, há 4 anos, tenta-se implantar esse novo formato de depoimento, mas isso ainda não acontece.

Em 2010, foram registrados 12.487 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo dados do Disque 100. Este ano, apenas no primeiro trimestre, foram registrados 4.205 casos. O IJC ainda este ano assumirá a secretaria executiva do Fórum. As atividades se estenderão por uma semana em todo o Ceará e, além da caminhada, acontecerão oficinas, shows, distribuição de material formativo de combate à violência sexual. O intuito é dar visibilidade à temática para mostrar que é papel de todos a proteção de nossas crianças e adolescentes. O Fórum é composto por representantes de diversas entidades, da sociedade civil e do governo estadual, atuando desde 2001 com ações de discussão e promoção dessa bandeira.

Comunicação IJC

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Che Guevara

Em 15 de agosto de 1999, a partir da união de jovens membros das pastorais sociais, nascia o Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), Organização Não Governamental (ONG) criada com o objetivo de ser instrumento de ação direta junto à juventude, apostando no desenvolvimento integral dos\as jovens, gerando inovações e incidindo ativamente sobre a sociedade e a política.

As ações do IJC objetivam a superação das desigualdades que são impostas aos\as nossos\as jovens, promovendo o protagonismo juvenil, a partir de experiências que visam entender e pesquisar a juventude, reforçado por uma educação popular.

O IJC trabalha de forma articulada os desafios locais e nacionais da juventude, contribuindo para a geração de referências discursivas inspiradoras de políticas públicas por meio das experiências obtidas nos nossos projetos.

Com isso, a ONG chega aos 12 anos renovando o compromisso com a promoção da diversidade de gênero, geracional, étnica, racial e cultural que caracteriza a população brasileira, em especial, pela evolução dos direitos dos povos indígenas e quilombolas, da população negra, das pessoas com deficiência, das mulheres e dos LGBTs.

Este é o compromisso do IJC, atuar para o aprofundamento da democracia, acreditando no debate e na construção coletiva.

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